Os jornais da região publicaram matéria com o prefeito interino de Ipatinga, Robson Gomes, do PPS. Bem orientado e devidamente maquilado com óleo de peroba, ele tenta justificar o protocolo de pedido de manutenção das eleições marcadas para outubro em Ipatinga, junto ao STF. O pedido foi em razão da ação cautelar ajuizada pelos advogados do prefeito eleito e não empossado de Ipatinga, Chico Ferramenta, que pede o óbvio: que as eleições não ocorram antes de serem julgados seus recursos, inclusive pelo próprio Supremo. Numa chantagem política bem rasteirinha, Robson tem a cara de pau de pedir o apoio de Chico Ferramenta para sua candidatura a prefeito. Ele, como TODOS os políticos candidatos, não afirma ser, pois está consultado as bases e os partidos. Balela. Claro que ele é candidato. Se não fosse, não estaria como um pavão nas páginas dos jornais todos os dias.
A entrevista de Robson foi publicada um dia depois do “Comunicado do PT” à imprensa e à população de Ipatinga, afirmando que a atitude de Robson foi “golpe político” e caracteriza o rompimento com o Partido dos Trabalhadores. Claro que foi, por mais que ele digue o contrário.
Importante comunicado da Comissão Política do PT (veja abaixo), composta por João Magno de Moura, Lene Teixeira, Chico Ferramenta, Cecília Ferramenta e pelos vereadores petistas, não foi publicado pelos jornais Diário do Aço e Vale do Aço, apenas pelo Diário Popular. No entanto, todos eles deram destaque á entrevista de Robson. Por que não publicaram o Comunicado?. Creio que o post “A MÍDIA SERVIL” que escrevi aqui no dia 22 de agosto de 2009, responde, em parte, a esta pergunta.
Agora é a hora de ver quem é quem nesta história de Ipatinga. Quem é PT e quem é o “umbigo”. Quero ver os próximos passos das ditas forças políticas e lideranças petistas de Ipatinga. Quero ver se os petistas que estão ocupando cargos de CONFIANÇA no governo municipal pedirão exoneração. Posso me enganar, mas duvideodó, como dizem.
Só tenho certeza de uma coisa nessa história toda: muitos querem liquidar, politicamente, “os Ferramentas”.
Lembro da eleição para prefeito, em 1996, aqui em Coronel Fabriciano, onde os cabos eleitorais do então candidato Eugênio Pascelli vestiam camisas amarelas e o Chico Simões, também candidato, falava que tais cabos eleitorais eram amarelos por fora, mas vermelho por dentro. Ele acertou.
Trazendo para 13 anos depois, fico com uma sensação de que, em Ipatinga, tem muita gente, inclusive graúda, que é vermelho por fora, mas amarelo por dentro. Os “Ferramentas”que se cuidem, pois acho que vou acertar também.
A questão do Chico Ferramenta é muito interessante. Do meu ponto de vista, ele não poderia ser impedido de ser prefeito. Afinal, a legislação, a doutrina e a jurisprudência são uníssonas ao afirmar que determinada decisão só terá valor de fato após o trânsito em julgado, salvo no caso de concessões de liminares, enquanto não cassadas. Portanto, creio que o TREMG e o TSE inovaram, e muito. Ora, o Chico aviou seu pedido de registro para candidatar-se a prefeito. Seu pedido foi deferido pela Justiça Eleitoral. Recorreram contra o deferimento e os recursos estão tramitando. Posso estar enganado, mas pelo o que me consta, não há decisão definitiva em relação à questão. E se não há, o registro é válido até que uma decisão transitada em julgado diga o contrário.
Mas quem julga não sou eu e nem os advogados do Chico.
Até isso resolver, vamos acompanhando os caras de pau de Ipatinga fingindo apoiar Chico Ferramenta. E olha que têm muitos e alguns muito próximos dele. Mas ele é experimentado, saberá identifica-los. E tem uma coisa, se eu o conheço um pouquinho, o troco será dado.
Quanto à Deputada Rosângela Reis, é esperar para ver seus próximos passos. Vamos ver se ela se aproxima de Alexandre Silveira ou do PT. Mais provável do primeiro. Vamos aguardar.
Leia o Comunicado do PT, publicado no sábado no Diário Popular (clique sobre a imagem).
É uma pena que nem todos os jornais possam ter a mesma postura do Diário Popular. Primeiro, porque os prefeitos da região não conseguem conviver com as diferenças e com as críticas. Segundo porque a atual imprensa regional é dependente de verbas públicas. E os prefeitos não só adoram isso como não fazem nada para mudar a situação.
ResponderExcluirAnna Sylvia, editora do Diário Popular.
Concordo com o comentário da Anna. Culpar só uma das partes envolvidas nesse teatro mambembe seria fechar os olhos ao "como e porque" desse quadro triste.
ResponderExcluirÉ fato que, quem está no poder (político ou econômico), não quer saber das diferenças, da auteridade e, portanto, das críticas. A democracia é algo relativo para quem está protegido por variados interesses e o discurso da coletividade, na prática, esconde outros interesses.
Eu fui "convidado a me retirar" de qualquer cobertura em Timóteo só porque em uma matéria que escrevi, os assessores de imprensa do governo entenderam que "havia críticas subentendidas" no texto. Isso não era verdade. foi uma interpretação dos gênios da lâmpada de lá.
Ademais, o leitor não mantém a sua mídia, como fazem os ingleses com a BBC. Os anúncios da indústria e do comércio são insuficientes para a manutenção até dos custos operacionais de um veículo de comunicação.
E, para terminar, a isenção jornalística é um paradigma clássico da comunicação, ha muito decaído. Só acreditam nele e o sustentam os hipócritas, leigos ou maldosos.