
Infelizmente, muitos ainda não descobriram a força e o papel da internet para a divulgação de suas idéias. Outros, ao contrário, sabem desta importância, mas por medo, desconhecimento ou falta de interesse, preferem não se manifestar.
Como eu afirmei ao criar o BLOG DO LULA, depois de incentivar algumas pessoas a criarem um blog, resolvi criar o meu.Um espaço onde eu possa manifestar-me sobre coisas que acontecem ao meu redor. Ou, simplesmente, repercutir e comentar o que é divulgado pela mídia ou, simplemente, falar no que me der na telha.
Obedecendo ao que me propus, no dia 30 de agosto de 2009, resolvi escrever sobre as eleições de Ipatinga, aproveitando a entrevista do prefeito interino de Ipatinga e a divulgação e a recusa em divulgar do “Comunicado do PT”, que expressava a posição do Partido em relação ao atual governo ipatinguense, depois que Robson Gomes decidiu requerer junto ao STF a manutenção das eleições para outubro próximo e pedir apoio ao Chico Ferramenta.
Um texto completamente despretensioso, onde expus minha opinião sobre o processo eleitoral de lá. Defendo, como escrevi, que o registro de Ferramenta é válido e ele deveria tomar posse, apesar de decisões judiciais em contrário. Além disso, teci críticas à imprensa.
A repercussão do texto, considerando que quase ninguém conhece o Blog do Lula, foi muito grande. Pena que apenas três pessoas se manifestaram, apesar de muitas terem lido, como fui informado por muitas delas. Teria sido muito bom se o debate tivesse sido instaurado, inclusive com o envio de textos para publicação, criticando o que escrevi ou com uma outra visão sobre a questão. Porém, em algumas situações, muita gente prefere “se infectar” com a síndrome do avestruz .
Sobre os comentários, concordo em parte com o que a Anna Sylvia falou. Espero que o jornal do qual ela é editora, o "Diário Popular", consiga se manter isento e imparcial ao divulgar os acontecimentos. Consiga enfrentar as adversidades que ela mencionou, mesmo com a discordância de alguns, que também têm o dirieto de discordar ou não gostar do que é publicado. A Liberdade tem que para todos. Se alguém se sentir atingido negativamente, que leia outro jornal ou busque caminhos para reparar algum dano causado.
Já quanto ao comentário do Alex Ferreira, me chamou a atenção o último parágrafo de seu comentário. Disse ele: “E, para terminar, a isenção jornalística é um paradigma clássico da comunicação, ha muito decaído. Só acreditam nele e o sustentam os hipócritas, leigos ou maldosos.”
Na realidade, a sua afirmação me surpreendeu. Não posso e nem consigo concordar com uma afirmação dessa, vinda de um jornalista. Se fosse de um empresário do ramo, até entenderia.
Não sou jornalista, com ou sem diploma. Porém, se um jornalista não acreditar ou pelo menos não buscar, como regra de sua profissão e do seu trabalho, a isenção, melhor desistir da profissão. Mesmo sendo leigo, mas sem ser hipócrita ou maldoso, acredito que a isenção e a verdade factual têm que ser buscadas a qualquer custo, sob pena de não fazer sentido a existência do jornalismo. Este paradigma deve ser sempre o norte, mesmo quando as matérias são devidamente “cortadas”ou censuradas, antes de serem publicadas, sob o argumento de que podem ferir interesses outros.
Portando do ponto de vista dos empresários da comunicação, concordo com a afirmação do Alex Ferreira, pois o paradigma é o lucro. Do ponto de vista dos profissionais da comunicação, não há como concordar, pois apesar de tudo, o paradigma deve ser sempre o da isenção .
Obrigado pela visita de todos e espero que continuem dando uma olhada e participando do blog.
Desculpe se não me fiz entender. Sem entender o como e o porque das coisas fica mesmo dificil compreender o que os outros dizem, não é mesmo?. Vamos lá então.
ResponderExcluirEsclareço que nos estudos da Teoria da Comunicação sobrepõe-se uma corrente de pensamento de pesquisadores da comunicação, a comprovar cientificamente que o jornalista, ao narrar um fato, jamais estará 100% isento, visto que sua formação familiar, social e econômica, naturalmente irá influenciar na narrativa.
COMO?
Um jornalista que lá no primário teve influencia de professores preocupados com questões sociais, invariavelmente deixará transparecer isso em seus textos. Um jornalista que veio de um meio abastado, ainda que inconscientemente tem uma lógica de pensamento que interfere na sua percepção de mundo, indispensável para o narrador. O jornalista que perde alguém muito próximo em um acidente de carro, por exemplo, passa a tratar o tema "acidente" em suas matérias de forma diferenciada. Não ha como escapar da subjetividade humana.
A mediação do homem na narrativa do fato, portanto, acaba com a isenção. Essa propalada isenção é uma falácia inventada pelos estadunidenses, “comprada” pela maior parte do mundo ocidental como uma verdade absoluta. Eles têm até uma escola chamada “Escola Americana”, cujo modelo é seguido pela mídia no Brasil. Por isso eu disse anteriormente que só acredita na isenção os hipócritas, leigos ou maldosos.
AGRAVANTE
Pois bem. Esse quadro acima, associado ao fato de as empresas de comunicação serem como qualquer outra empresa, com um clima organizacional regido pela hierarquia, interesses obviamente econômicos, editores, pauteiros, revisores, etc, deixa ainda mais fragilizada essa falaciana isenção. Concluo que ela seja mesmo uma utopia, ou palco para discurso dos maldosos. Mídia tem interesse sim, jornalista tem isenção? Não!
Por fim, não sou empresário de comunicação, caro Lula. Sou estudioso da comunicação e muito consciente do que faço, falou ou escrevo.
Alex,
ResponderExcluirEsse negócio de escrever e ler é complicado mesmo, pode nos levar a interpretações que nao retratam a idéia do texto ou o pensamento de quem escreveu.
Em hipótese alguma dissse que voce é empresário da comuncacão.
Em relação ao seu comentário, para mim está esclarecido e acabo por concordar, considerando que nossa vida e nosso modo de ver a vida influenciam tudo que fazemos.
Um abraço e continue participando do blog.
Lula