segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O ESDRÚXULO HORÁRIO DE VERÃO


Sábado passado, dia 17/10, começou o famigerado horário de verão. Dizem os entendidos, e aqui no sentido literal, que o tal horário trás benefícios para o país. Pode até ser que seja. Para mim, apenas prejuízos no humor. Não gosto e nem me acostumo com esse horário esdrúxulo.


Por falar em esdrúxulo, lembro-me de 1997 quando um vereador, à época, ficou indignado porque em uma justificativa de veto utilizou-se a expressão “esdrúxulo” para referir-se a seu projeto de lei, que tinha como objetivo alterar o Código Tributário Municipal. Foi um quiprocó danado. Segundo o nobre vereador, foi um desrespeito com a Câmara e com ele próprio. No dia pensei e hoje tenho certeza: ele assustou mais com a palavra do que com seu significado. O veto foi mantido. O pior de tudo é que muitas pessoas deram razão ao dito edil, pois acharam a palavra ofensiva (risos). Essas também não sabiam o significado.


De forma não esdrúxula o tal vereador não foi reeleito, para o delírio da nação fabricianense.

Voltando ao esdrúxulo horário de verão. Ele foi regulamentado pelo Decreto n.° 6.558/2008, que estabeleceu datas fixas para o início e término do horário de verão no País.

É a 36ª vez que o país muda de horário. Segundo o Ministério de Minas e Energia, neste período, os dias têm maior duração por causa da posição da terra em relação ao sol, e a luminosidade natural pode ser melhor aproveitada.

O horário de verão deste ano teve início a zero hora do dia 18 de outubro, quando os relógios foram adiantados uma hora. Durará até a 0h do dia 21 de fevereiro de 2010. Antes a falta de senso era maior, abrangia, inclusive Estados do Nordeste. Hoje, apenas Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

Ainda, de acordo com informações constantes no site do Ministério de Minas e Energia, nos últimos 10 anos, “a adoção do horário de verão possibilitou uma redução média de 4,7% na demanda por energia no horário de maior consumo, chamado horário de "pico", que ocorre entre 18h e 21h. Essa redução significa que as usinas deixaram de gerar, no horário de pico da carga, cerca de 2.000 MW (megawatts) a cada ano ou 65% da demanda do Rio de Janeiro, ou ainda 85% da demanda de Curitiba.”

“A previsão de redução da demanda para esta edição é 4,4% nas regiões sudeste e centro-oeste (1.780 MW) ou o suficiente para abastecer uma cidade com 5 milhões de habitantes. No sul, a previsão é de 4,5% de redução na demanda, o que representa 490 MW, uma cidade com 1,5 milhão de pessoas. Já a redução total da energia consumida será de 0,5%, cerca de 450 GWh no sudeste e centro-oeste e 130 GWh no sul.”


Ano passado a economia de energia com a adoção do horário verão foi de 4 bilhões de reais, segund dados do governo federal.


Pena que essa economia não chegou lá em casa. A conta só aumentou, mesmo com troca de lâmpadas e eletrodomésticos.

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