Procurando vídeos com corais de black music, achei este que é muito legal. A alegria das crianças é contagiante e um contraste com o que se vê por aí nos noticiários. Por outro lado, não foge à regra do povo africano. Apesar de tudo, se não é um povo feliz, pelo menos sorridente o é.
Não sei praticamente nada do coral. Só sei que a música é gospel, que o coral é de Uganda e que se chama Watoto. A segunda a música, por dedução, deve chamar “Jesus you alone”. Quanto à letra, deu para entender “aleluia” e “Jesus”....risos. A primeira música é mais legal.
Isso tudo para dizer sobre o meu dia 08 de novembro de 2009, 10 horas, que "puxou a memória", como dizem.
Acho que ainda estou contagiado pelo programa do último domingo pela manhã. Fiquei, acreditem se quiserem, quase duas horas plantado dentro de uma igreja católica acompanhando um “evento festivo’, como disse o padre Zambon, acho que é isso. Já tinha ouvido falar dele. Achei interessante a sua fora de pregação e a sua interação com os adolescentes que estavam na igreja.
Fiquei lá, recordando os meus áureos tempos de frequentador de igreja. Da minha primeira comunhão (1977, acho), dos Padres Lino, Sandro, e do reacionário Padre Romeu e de um Bispo da Diocese que morava em Itabira. Não me lembro o nome dele, mas era tão ou maias reacionário que o Pe. Romeu. Lembrei da “missa jovem” que organizamos, cantando músicas de Geraldo Vandré e discutindo reforma agrária. Era 1983 ou 1984.
Voltei um pouco mais no tempo e lembrei-me da abertura de uma igreja evangélica perto da minha casa, na rua Ouro Preto, no bairro Nossa Senhora do Carmo. Era um cômodo do Sr. Nelson e da D. Iaiá ou Lalá, sempre confundo. Eu era frenquentador assíduo, com bíblia e tudo debaixo do braço. Era 1978. Durou poucos meses a igreja. Eu durei poucos dias na igreja. Nem sei se algum dia eu soube qual denominação tinha a dita cuja.
Um belo dia fui abordado pela Irmã diretora do Colégio Angélica, acho que irmã Carmélia. Ela, praticamente, me deu um ultimato para eu sair da igreja evangélica. Afinal eu estudava no Colégio Angélica, das Irmãs Carmelitas. Creio que jamais me tornaria um “servo do Senhor”, mas de qualquer forma, fui salvo pela Irmã, literalmente.
Mas o motivo que me levou à Catedral em pleno domingo de manhã, dia 08.11, foi a celebração relativa à primeira eucaristia de um sobrinho. Fiz questão de comparecer, apesar de saber o que me esperava . Na minha época, há 32 anos atrás, falava-se primeira comunhão. Eu fiz. Só ele mesmo para me fazer sair de casa domingo de manhã para ir a uma igreja. Mas valeu, acho que ele gostou. Apesar da demora e das pregações, o padre não era um chato e era cruzeirense. Deu para suportar bem.
Hoje, sou o quem sou e creio no que creio. No homem e no que ele pode produzir para o em e para o mal.
Ah, aí embaixo, o sobrinho entrando na Igreja com sua mãe, minha querida cunhada.
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