quarta-feira, 4 de novembro de 2009

NOTA DO PT E DO PMDB, DE NOVO


No dia 24 de outubro postei um texto comentando a hilária “Nota à Imprensa” divulgada pelas direções nacionais do PT e do PMDB. Disse que não acreditava e continuo não acreditando em seu conteúdo. Ela afirma que a decisão dos dois Partidos se deu em razão do “cumprimento dos eixos programáticos que fundamentaram a coalizão de governo em 2007” de forma satisfatória. Achei essa afirmação hilária e mais falsa que nota de três, como diz um amigo. (Me fez lembrar da música, “Faz-me rir*", que se aplica ao PT e ao PMDB).

Hoje recebi um comentário de Marcos da Luz acerca do posto. Disse ele: “Mesmo com todo o cetismo, vejo que a formação do bloco PT/PCdoB/PMDB na Assembléia de Minas serve pelo menos como sinalização para uma possível aliança dos três partidos nas Eleições 2010 em Minas. A decisão fortalece a candidatura da ministra Dilma no segundo maior colégio eleitoral e caminha no sentido da construção de um projeto para disputar e vencer o Governo do Estado no ano que vem.”

O comentário produziu dois efeitos. O primeiro foi a satisfação de ver uma opinião de meu dileto amigo. O segundo, ele me trouxe de volta ao blog. Estes dias estava meio sem paciência para escrever. Preferi me dedicar aos filmes e ao meu novo livro “Caim”, do meu autor predileto José Saramago, além da dedicação quase forçada ao trabalho (rs). Cheguei à metade do livro e a desconstrução do mito “Eva e Adão” e de seu "criador" é fantástica. Sem contar a releitura da história de Abel e Caim. Vamos ver o que me reserva o final do livro.

Voltando ao comentário. Continuo afirmando que aliança entre PT/PMDB é por mera conveniência política e não tem nada de programática, nem em razão do agora e nem em razão do futuro.

Obviamente, que a decisão da direção nacional petista em cortejar e se entregar ao PMDB visa tão-somente criar palanques para Dilma. Ocorre que, no caso mineiro, não precisamos de candidatos fora das fileiras petistas para construir palanques. Temos dois candidatos com viabilidade eleitoral e em condições de ofertar à candidatura presidencial um palanque a altura de sua importância.

Quanto ao bloco formado na Assembleia Legislativa, realmente, o ceticismo tem que existir. Os deputados peemedebistas sempre tiveram do lado do governador Aécio Neves, na trincheira oposta (nem tanto) dos deputados petiscas. Agora, de uma hora para outra “mudaram” de lado. Será? Será que estes deputados votarão contra as propostas de Aécio? Será que esses deputados estão de fato na oposição? Denunciarão os desmandos do governador? O sucateamento do Estado mineiro? Duvido.

Portanto, a formação do bloco pode ter um simbolismo político, mas na prática, tenho minhas dúvidas de sua efetividade. Muito antes de apontar para a “construção de um projeto”, a formação do bloco pode ser uma tentativa de atrair os petistas para a candidatura de Hélio Costa, o que seria um desastre para o PT mineiro, como, num primeiro momento, foi o PT de Belo Horizonte durante as eleições em 2007.

Apesar do dito, não desconsidero a importância da aliança PT/PMDB no plano nacional, mesmo com o problemas que surgirão nos estados em razão desta alaiança. Mas a nota conjunta, foi de lascar.



*Faz-me rir, de F. Yoni - E. Arias - Versão: Teixeira Filho.


Como podes pensar que te quero?
Como podes sonhar com o meu amor?
Se uma vez eu te dei meu carinho
E a tua ilusão, encheu-me de dor
Não é dizer que eu sou vaidosa
Mas, estou orgulhosa de ser.
A mulher que outros homens pretendem
E a ti não quero voltar a querer

Faz-me rir o que andas dizendo
Que te adoro, que morro por ti
Não te enganes dizendo mentiras
Não te enganes, não te faças rir

Até parece impossível que um dia
Foste o homem sonhado por mim
Esta cínica farsa de agora
Faz-me rir, ai...faz-me rir...

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