No início do PT, a Articulação, para nós, era mais inimiga que a direita, nossos reais inimigos. O mesmo podia dizer da Articulação em relação ao que se diziam de esquerda. Éramos os inimigos dessa. Hoje, está tudo mais ou menos igual dentro do PT. Não conseguimos definir mais o que é esquerda e o que é direita. Todos se juntam e se apóiam, depende da circunstância e da oportunidade. Quando já se imaginou, por exemplo, Rogério apoiando Gleber?
Hoje, lembrei do início da década de 80, em uma das várias reuniões de construção do PT. Luiz Dulci, uma das maiores lideranças da Articulação, esteve aqui em Coronel Fabriciano articulando o PT e seu “Campo Majoritário”. Uma reunião no então curso de supletivo e pré-vestibular, PREVALE (acho que é isso mesmo). A reunião estava repleta: eu, irmã de uma antigo militante do PT, o Magno, o Luiz Dulci e mais uma ou duas pessoas.
Lembrei de um monte de gente que hoje ocupa cargos importantes no governo Lula ou na direção do PT. Militam no PT desde esta época. Lembro do Gleber Naime, da Casa do Trabalhador, em João Monlevade, que junto com uma mulher que não me lembro o nome, João Paulo Pires de Vasconcelos e do Leonardo, esse era intragável. João Paulo nem diga. Sempre estávamos em lado opostos. Depois Gleber virou vereador e pude advogar para ele e para um grupo de vereadores, de vários partidos, num processo de recontagem de votos.
Por algum motivo, desde quando comecei a pensar em PT, fui para esquerda, ainda bem. No início sem saber porquê, confesso. Depois se aprende e compreende o instinto. Mas uma coisa era certa, sempre do lado oposto à Articulação, que começou como “Grupo dos ou do 13”, salvo engano. Depois passou para “Campo Majoritário”, Articulação e agora tem outros nomes, depende do lugar e das pessoas. Portanto, conheço alguma coisa do PT. Sei dos oportunistas, sei da falsidade de muitos, sei do compromisso de outros, sei da falta de vergonha de uns e da coragem de outros.
Hoje, não milito muito no seio do Partido, mas procuro sempre me informar, estar antenado. Na realidade não tenho paciência com as reuniões, que desde 1982 marcam outras reuniões. Prefiro estar à disposição sem participar das “benditas”. Mas se preciso, estou sempre às ordens. Não por uma imposição, mas por entender necessário.
Desde 1983, de uma forma ou de outra, participo das eleições do PT. Lembro dos encontros onde na frente ficavam as “lideranças” em local de destaque para, assim que levantassem a mão, votando em alguma proposta, os outros delegados pudessem acompanhá-las. Lembro dos embates e discussões dos encontros municipais e estaduais. Dos encontros da CUT. Teve um que a Articulação Sindical levou uma mão enorme. Quando ela era levantada, a tropa toda levantava os crachás. Um outro, tinha uma fanfarra, quando tocava, era para votar. Mas essa foi fácil de acabar, pois outras fanfarras chegaram para confundir. A “da mão” foi a mais ridícula forma de conduzir votos que já vi.
Alguns encontros privilegiavam as discussões, os debates e, ao final, a votação de teses. A Articulação, em Minas, sempre vencia, pois era a majoritária. Do outro lado, minoritários, PRC, DS, Convergência Socialista, Vertente Socialista, Libelu (O Trabalho) e mais um monte, não conseguiam conversar a mesma língua. Ainda, tinham os Independentes, que sempre fechavam com a Articulação ou com quem oferecia cargos. A DS era uma coisa, adorava e seus remanescentes, ainda adoram, ocupar um cargo.
Belo dia, eu, morador em Belo Horizonte, participando de um encontro estadual do PT, fui indicado a ficar numa reunião da Articulação para saber o que tramavam. Não demorou 20 minutos para que um rapaz, de Governador Valadares, do sindicato dos trabalhadores da Cenibra (não me lembro o nome do sindicato e nem do rapaz) descobrisse que eu não era da Articulação. O espião foi descoberto e saiu rapidinho do plenário da ALMG. Isso deve ter sido em 1988 ou 1989. Nesta época, discutíamos, hoje, votamos e buscamos eleitores. Para a vergonha geral, o transporte de leitores foi institucionalizado. Um absurdo grotesco, mas que pelo menos acaba com a farsa.
Hoje, lembrei do início da década de 80, em uma das várias reuniões de construção do PT. Luiz Dulci, uma das maiores lideranças da Articulação, esteve aqui em Coronel Fabriciano articulando o PT e seu “Campo Majoritário”. Uma reunião no então curso de supletivo e pré-vestibular, PREVALE (acho que é isso mesmo). A reunião estava repleta: eu, irmã de uma antigo militante do PT, o Magno, o Luiz Dulci e mais uma ou duas pessoas.
Lembrei de um monte de gente que hoje ocupa cargos importantes no governo Lula ou na direção do PT. Militam no PT desde esta época. Lembro do Gleber Naime, da Casa do Trabalhador, em João Monlevade, que junto com uma mulher que não me lembro o nome, João Paulo Pires de Vasconcelos e do Leonardo, esse era intragável. João Paulo nem diga. Sempre estávamos em lado opostos. Depois Gleber virou vereador e pude advogar para ele e para um grupo de vereadores, de vários partidos, num processo de recontagem de votos.
Por algum motivo, desde quando comecei a pensar em PT, fui para esquerda, ainda bem. No início sem saber porquê, confesso. Depois se aprende e compreende o instinto. Mas uma coisa era certa, sempre do lado oposto à Articulação, que começou como “Grupo dos ou do 13”, salvo engano. Depois passou para “Campo Majoritário”, Articulação e agora tem outros nomes, depende do lugar e das pessoas. Portanto, conheço alguma coisa do PT. Sei dos oportunistas, sei da falsidade de muitos, sei do compromisso de outros, sei da falta de vergonha de uns e da coragem de outros.
Hoje, não milito muito no seio do Partido, mas procuro sempre me informar, estar antenado. Na realidade não tenho paciência com as reuniões, que desde 1982 marcam outras reuniões. Prefiro estar à disposição sem participar das “benditas”. Mas se preciso, estou sempre às ordens. Não por uma imposição, mas por entender necessário.
Desde 1983, de uma forma ou de outra, participo das eleições do PT. Lembro dos encontros onde na frente ficavam as “lideranças” em local de destaque para, assim que levantassem a mão, votando em alguma proposta, os outros delegados pudessem acompanhá-las. Lembro dos embates e discussões dos encontros municipais e estaduais. Dos encontros da CUT. Teve um que a Articulação Sindical levou uma mão enorme. Quando ela era levantada, a tropa toda levantava os crachás. Um outro, tinha uma fanfarra, quando tocava, era para votar. Mas essa foi fácil de acabar, pois outras fanfarras chegaram para confundir. A “da mão” foi a mais ridícula forma de conduzir votos que já vi.
Alguns encontros privilegiavam as discussões, os debates e, ao final, a votação de teses. A Articulação, em Minas, sempre vencia, pois era a majoritária. Do outro lado, minoritários, PRC, DS, Convergência Socialista, Vertente Socialista, Libelu (O Trabalho) e mais um monte, não conseguiam conversar a mesma língua. Ainda, tinham os Independentes, que sempre fechavam com a Articulação ou com quem oferecia cargos. A DS era uma coisa, adorava e seus remanescentes, ainda adoram, ocupar um cargo.
Belo dia, eu, morador em Belo Horizonte, participando de um encontro estadual do PT, fui indicado a ficar numa reunião da Articulação para saber o que tramavam. Não demorou 20 minutos para que um rapaz, de Governador Valadares, do sindicato dos trabalhadores da Cenibra (não me lembro o nome do sindicato e nem do rapaz) descobrisse que eu não era da Articulação. O espião foi descoberto e saiu rapidinho do plenário da ALMG. Isso deve ter sido em 1988 ou 1989. Nesta época, discutíamos, hoje, votamos e buscamos eleitores. Para a vergonha geral, o transporte de leitores foi institucionalizado. Um absurdo grotesco, mas que pelo menos acaba com a farsa.
Me vem à memória, também, a história de um militante do PT, uma estrela petista, ainda muito viva, residente em Ipatinga, que participava dos Encontros. Até aí tudo bem, o PT sempre adorou estrelas. Ocorre, que quando tinha uma votação polêmica, ele sempre perdia o crachá, a pasta ou estava no banheiro. nunca assumia posição. Era hilário ver a "estrela" se esconder.
Atualmente, perto de completar 30 anos, o PT de Minas vive um imbróglio. A Articulação se dividiu em três, considerando que Gleber é da Articulação, Reginaldo Lopes é da Articulação, Gilmar Machado, se não é mais, já foi da Articulação. Os demais candidatos, cá entre nós, para marcar posição e conseguir algumas vagas o Diretório Estadual, que é importante. Nada mais. O processo eleitoral está suspenso. Uma vergonha. Pelas informações, o povo do Reginaldo não quer continuar a apuração. Dizem que estão como medo de contar os votos faltantes, pois são de regiões que podem favorecer Gleber. Ele, Reginaldo, e Fernando Pimentel, pelo que soube, concederam entrevista no Hotel Ouro Minas, declarando vencedores do PED: o presidente e o futuro candidato a governador do PT.
Não sei o porquê, mas acho que esse povo mais antigo do PT tem algum problema com hotéis. Creio que no início não tinham acesso, ficavam na casa dos “companheiros”, mal acomodados. Hoje, qualquer coisa que se vá fazer é num hotel. Desta vez se superaram, escolheram um cinco estrelas de Belo Horizonte para fazer MERDA, palavra proibida dita pelo Presidente Lula.
A postura do PT Estadual, me parece controlado pelo Reginaldo Lopes e sua “tchurma”, em relação ao PED está chegando às raias do absurdo, da irresponsabilidade e da inconsequência. Está colocando em xeque um vigoroso processo de democracia direta, mesmo que, ainda, não seja o ideal. Ao não decidir o que fazer, ao não decidir em apurar os votos restantes, está jogando ladeira abaixo todo um processo que demorou muito para ser construído. Está desrespeitando os filiados que participaram do PED por acreditarem ser a forma mais legítima de eleger seus dirigentes.
Se perdurar a situação de indefinição, com ataques de lado a lado, com denúncias, que se comprovadas, deveriam ter como conseqüência a expulsão dos denunciados ou dos denunciantes, o processo de eleição direta poderá ser encerrado, como defendem alguns, voltando a eleição através dos encontros fechados, que acaba por favorecer aqueles com maior, digamos, estrutura, dentro do PT.
Ou o PT Estadual resolve a questão ou o PT Nacional, preocupado única e exclusivamente, com as eleições de 2010, intervenha e determine que a Comissão Estadual Eleitoral acate a sua determinação de contar os votos. Se assim não for, que anule o processo, indique um interventor, e determine novas eleições, se assim o estatuto permitir.
Não sei se existe opção melhor do que acabar com a apuração, mas o que não se pode admitir um grupo que, circunstancialmente, tem a direção partidária, trave todo o processo em função da eleição para governador, querendo impor a candidatura do ex-prefeito de BH, Pimentel e a própria vitória.
Por falar nisso, também lembro de uma reunião realizada na sede do PT de Coronel Fabriciano, em 09 de outubro de 2010, por volta das 18h30min, onde estavam presentes, dentre outros, Reginaldo Lopes e seu assessor, Marcos da Luz, João Batista, Joãozinho, Sebastião Dimas, Jardel Lopes e eu. Nesta reunião, o candidato Reginaldo Lopes disse que sua candidatura não tinha relação com a escolha do candidato a governador e que ele defendia um acordo ou prévia entre pré-candidatos. Claro que não acreditei nesta conversa de candidato, que são quase todos iguais, adoram falar o que não sentem e pensam. De qualquer forma, ele falou e, agora, não faz o que disse e prometeu não fazer. Quer porque quer empurrar o Pimentel como candidato. Ele pode até ser, desde que vença o processo de escolha.
Quanto a Gleber, que teve meu voto, tem uma vantagem: apóia o Patrus. No resto, eu pergunto, sendo muito incoerente em razão do voto: qual a diferença?
Atualmente, perto de completar 30 anos, o PT de Minas vive um imbróglio. A Articulação se dividiu em três, considerando que Gleber é da Articulação, Reginaldo Lopes é da Articulação, Gilmar Machado, se não é mais, já foi da Articulação. Os demais candidatos, cá entre nós, para marcar posição e conseguir algumas vagas o Diretório Estadual, que é importante. Nada mais. O processo eleitoral está suspenso. Uma vergonha. Pelas informações, o povo do Reginaldo não quer continuar a apuração. Dizem que estão como medo de contar os votos faltantes, pois são de regiões que podem favorecer Gleber. Ele, Reginaldo, e Fernando Pimentel, pelo que soube, concederam entrevista no Hotel Ouro Minas, declarando vencedores do PED: o presidente e o futuro candidato a governador do PT.
Não sei o porquê, mas acho que esse povo mais antigo do PT tem algum problema com hotéis. Creio que no início não tinham acesso, ficavam na casa dos “companheiros”, mal acomodados. Hoje, qualquer coisa que se vá fazer é num hotel. Desta vez se superaram, escolheram um cinco estrelas de Belo Horizonte para fazer MERDA, palavra proibida dita pelo Presidente Lula.
A postura do PT Estadual, me parece controlado pelo Reginaldo Lopes e sua “tchurma”, em relação ao PED está chegando às raias do absurdo, da irresponsabilidade e da inconsequência. Está colocando em xeque um vigoroso processo de democracia direta, mesmo que, ainda, não seja o ideal. Ao não decidir o que fazer, ao não decidir em apurar os votos restantes, está jogando ladeira abaixo todo um processo que demorou muito para ser construído. Está desrespeitando os filiados que participaram do PED por acreditarem ser a forma mais legítima de eleger seus dirigentes.
Se perdurar a situação de indefinição, com ataques de lado a lado, com denúncias, que se comprovadas, deveriam ter como conseqüência a expulsão dos denunciados ou dos denunciantes, o processo de eleição direta poderá ser encerrado, como defendem alguns, voltando a eleição através dos encontros fechados, que acaba por favorecer aqueles com maior, digamos, estrutura, dentro do PT.
Ou o PT Estadual resolve a questão ou o PT Nacional, preocupado única e exclusivamente, com as eleições de 2010, intervenha e determine que a Comissão Estadual Eleitoral acate a sua determinação de contar os votos. Se assim não for, que anule o processo, indique um interventor, e determine novas eleições, se assim o estatuto permitir.
Não sei se existe opção melhor do que acabar com a apuração, mas o que não se pode admitir um grupo que, circunstancialmente, tem a direção partidária, trave todo o processo em função da eleição para governador, querendo impor a candidatura do ex-prefeito de BH, Pimentel e a própria vitória.
Por falar nisso, também lembro de uma reunião realizada na sede do PT de Coronel Fabriciano, em 09 de outubro de 2010, por volta das 18h30min, onde estavam presentes, dentre outros, Reginaldo Lopes e seu assessor, Marcos da Luz, João Batista, Joãozinho, Sebastião Dimas, Jardel Lopes e eu. Nesta reunião, o candidato Reginaldo Lopes disse que sua candidatura não tinha relação com a escolha do candidato a governador e que ele defendia um acordo ou prévia entre pré-candidatos. Claro que não acreditei nesta conversa de candidato, que são quase todos iguais, adoram falar o que não sentem e pensam. De qualquer forma, ele falou e, agora, não faz o que disse e prometeu não fazer. Quer porque quer empurrar o Pimentel como candidato. Ele pode até ser, desde que vença o processo de escolha.
Quanto a Gleber, que teve meu voto, tem uma vantagem: apóia o Patrus. No resto, eu pergunto, sendo muito incoerente em razão do voto: qual a diferença?
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