
Será que serei campeão?
Recebi um e-mail do amigo Edmilson Firmino indicando um artigo de sua autoria, publicado no Jornal “O Tempo”, de Belo Horizonte, edição de hoje, 26/07. Curioso como sempre, fui ver do que se tratava, com a certeza que seria algo sobre a situa-ção política de Ipatinga. Ledo engano, pois me deparei com o seguinte artigo:
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Boa campanha faz torcida se animar
Hoje, serão mais de 60 mil torcedores empurrando o Atlético
Edmílson Firmino de Souza
Jornalista - Ipatinga
"Confesso, tenho vividos os melhores momentos de minha vida como torcedor do Atlético. Iniciando o time mais uma rodada do Brasileirão, já sonho ser campeão. E sonhar não custa nada. Nunca estive tão convicto.
Otimista, já vejo como será a comemoração dos torcedores atleticanos apaixona-dos. Como eu gostaria de comemorar o título nacional. Lembro-me até hoje que, em 1971, com apenas 7 anos, meu pai comemorava o título no fundo do nosso quintal disparando sua velha garrucha em direção a uma parede.
Claro que não farei a mesma travessura. Mas, com certeza, outras loucuras estarei fazendo onde eu estiver, caso o Galo seja campeão.
Aliás, que Deus me abençoe e a outros atleticanos apaixonados, pois a emoção vai extrapolar. Não vou conter as lágrimas, afinal "chora, não vou ligar, chegou a ho-ra...", como diz o refrão da música cantada por Beth Carvalho. Enquanto a hora não chega, vamos festejando a cada partida. Hoje, estaremos incentivando o glorioso a mais uma vitória rumo ao título. Serão mais de 60 mil torcedores no Mineirão em-purrando o Galo. E, em cada canto de Minas e do país, também estarão torcedores gritando e vibrando pelo Galo das alterosas.
E como me disse uma vez o conceituado jornalista e amigo Chico Pinheiro: "no dia que nós tivermos um presidente com a mesma vibração e paixão da massa atleti-cana, ninguém nos segura". Ele tinha razão.”
Meu comentário:
Felizes aqueles que têm a chance de sonhar, de se apaixonarem, mesmo que a paixão não seja devidamente correspondida. Muitas das vezes a paixão não passa de um rastilho que não se transforma em chama, nem com a torcida a favor de milhares.
Infelizmente, ou melhor, felizmente, meu caro Edmilson, seu sonho não se realizará, pois o “Galinho de Lata” não conseguirá se manter no topo da tabela por muito tempo. Não corresponderá, de novo, a paixão que sua torcida tem por ele.
Hoje, ele até está com um time razoável, mas não tem plantel. Já pensou quando começar a disputar a próxima competição, paralelamente ao Campeonato Brasilei-ro?
Sonho que sonha só é só um sonho. Sonha que se sonha junto é realidade, já dizia uma composição do Raul. Mas para a tristeza de meu amigo Edmilson e de milha-res de torcedores do “Galinho de Lata”, nem sempre o poeta tem razão. Neste caso, o sonho de repetir 71, nem com muita torcida.
E a derrocada será esperada como foi esperada a perda das Libertadores.
Agora, uma coisa tenho que dizer: não gosto do “Galinho de Lata” e nem dos atleti-canos mais chatos que os outros, mas a torcida sonhadora sabe empurrar o time, coisa que a Nação Celeste tem que aprender.
Grato por ter lido meu artigo.
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