O que é mais importante, uma árvore ou um ser humano? Talvez seja uma resposta fácil e a pergunta óbvia. Imagino que a maioria responderia sem pestanejar, o ser humano. Mas na prática, parece que a resposta não corresponde à realidade, árvore tem muito mais valor. Não que ela não tenha, mas poderia ter menos, em comparação ao ser humano. Por que digo isso e começo o post com esta pergunta? Ontem, 21 de setembro, comemorou-se o dia da árvore. Mudas foram doadas, árvores plantadas, como símbolos de preservação da vida.
Ontem também se comemorou o Dia Mundial do Alzheimer. Uma doença neurodegenerativa que atinge mais de 100 milhões de pessoas em todo mundo, principalmente os mais idosos. No Brasil, são 1,5 milhão com a Doença de Alzheimer. O pior, a doença, se há alguns anos dava seus sinais em pessoas com mais de 60 anos, hoje está acomentendo pessoas bem mais novas, até com 45 anos.
Em que escola, em que local se falou do dia árvore? Possivelmente
Obviamente que não há nada a se comemorar. A doença não tem cura, os medicamentos apenas retardam o seu avanço. Prejudica o portador e toda sua família, que muitas vezes não sabe como se comportar frente às variadas situações que lhe são apresentadas, em razão da doença.
Claro que não sou contra as árvores, mas chega ser engraçado a hipocrisia das pessoas comemorando o dia 21 de setembro. Falam das árvores, como se estivessem falando de pessoas. Porém, como pessoas que são, desmatam, poluem, jogam lixo nos ribeirões, matam animais, não dizem um “muito obrigado” ou “desculpe-me”, ou seja, vivem como se não fossem gente e muito menos árvore, essa, às vezes, mais importante.
Voltando à D.A., como disse, ela não tem cura. Os medicamentos são caros, muito caros, mas, felizmente, o Sistema Único de Saúde fornece gratuitamente, o que ameniza a situação de milhares de pessoas. A D.A. não tem sexo e nem classe social. É uma doença terrível que envolve toda a família a faz sofrer mais que ao doente, pois esse perde a noção de tempo e espaço, perde o significado do que é viver.
Assim, dia 21 de setembro, dia da árvore, dia mundial da D.A. Como seria bom se as pessoas cuidassem de seus doentes como cuidam das árvores. Como seria bom se dessem importância ao humano como dão à arvore. Como seria bom se respeitassem as pessoas como respeitam (será?) as arvores. Como seria bom se as escolas ensinassem as crianças a cuidar de nossos velhinhos como ensinam a cuidar das árvores. Como seria bom se o precionceito em relação aos idosos e aos portadores chegassem ao fim. Como seria bom se fôssemos menos hipócritas em relação às pessoas e às árvores.
ALGUMAS INFORMAÇÕES sobre a doença de alzheimer, extraído do site da ABRAZ – Associação Brasileira de Alzheimer (www.abraz.org.br).
O que é a doença de Alzheimer - D.A.?
Em geral, a DA acomete inicialmente a parte do cérebro que controla a memória, o raciocínio e a linguagem. Entretanto, pode atingir inicialmente outras regiões do cérebro, comprometendo assim outras funções. A causa da doença ainda é desconhecida e, embora ainda não haja medicações curativas, já existem drogas que atuam no cérebro tentando bloquear sua evolução, podendo, em alguns casos, manter o quadro clínico estabilizado por um tempo maior.
(...)
A DA afeta todos os grupos da sociedade, não tendo influência a classe social, o sexo, o grupo étnico ou a localização geográfica. Embora a DA seja mais comum em pessoas idosas, também as pessoas jovens podem ser afetadas.
Quais são as causas?
Atualmente a causa da DA ainda é desconhecida. Entretanto, sabe-se que a DA não é causada por endurecimento das artérias, pouco ou muito uso do cérebro, sexo, infecções, envelhecimento, exposição ao alumínio ou a outro metal.
Quais são os sintomas da DA?
(...)
Nem todos os portadores de DA terão os mesmos sintomas – não existe um padrão único de evolução para todos os vitimados pela doença. A determinação de estágios ou fases serve como guia para verificar a progressividade da doença e ajudar os familiares/cuidadores a conhecerem os problemas potenciais, permitindo assim que seja feito um planejamento das necessidades futuras.
Estágio Inicial: o estágio inicial da doença é freqüentemente negligenciado e incorretamente considerado como “processo normal do envelhecimento”. Como o desenvolvimento da doença é gradual, fica difícil identificar exatamente o seu início. Neste estágio, a pessoa pode apresentar dificuldades com linguagem, desorientação de tempo e espaço, dificuldades para tomar decisões, dificuldades para lembrar fatos recentes, perda de iniciativa e motivação, sinais de depressão, perda de interesse nos hobbies e outras atividades.
Estágio Intermediário: com o progresso da doença, os problemas se tornam mais evidentes e restritivos. O portador de DA tem dificuldades com as atividades do dia-a-dia, além de esquecimento de fatos recentes e nomes das pessoas; maior dificuldade em administrar a casa ou negócios; necessita assistência na higiene pessoal; maior dificuldade na comunicação verbal; apresentar problemas de vagância (andar sem parar) e alterações de humor e de comportamento como agitação, agressividade, que pode ser física e/ou verbal), delírios (acreditar que está sendo roubado, que é traído pelo cônjuge, etc.), apatia, depressão, ansiedade, desinibição (despir-se em público, indiscrições sexuais, linguagem maliciosa, etc.).
Estágio Avançado: a dependência se torna mais severa, os distúrbios de memória são mais acentuados e o aspecto físico da doença se torna mais aparente. O portador de DA pode apresentar dificuldades para alimentar-se de forma independente, não reconhecer familiares, amigos e objetos conhecidos, dificuldade em entender o que acontece ao seu redor, dificuldade de locomoção, incontinência urinaria e fecal, comportamento inadequados em público, agressividade e agitação.
Não. (...) Algumas medicações específicas (estabilizadoras) podem retardar a progressão da doença; outras (comportamentais) podem ajudar a minimizar a freqüência e a gravidade dos distúrbios de humor e comportamento. (...)”
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