sábado, 19 de setembro de 2009

UMA DATA IMPORTANTE



Hoje foi um dia importante. Dia de vacinação contra ou para prevenir a pólio. Cheguei à Unidade de Saúde antes do almoço e várias crianças lá estavam com seus responsáveis, a maioria homens, por incrível que possa parecer. E pareciam ser os pais. Algumas crianças chorando, outras ali, sem saber o porquê, outras já com a boca aberta, esperando as gotinhas tão salvadoras. A Unidade de Saúde estava decorada, parecia dia de festa. Na porta, balões coloridos. Junto às atendentes, um mini-palhaço distribuía balões para a garotada. Claro que Henrique foi logo pegando dois e depois mais um. Claro também, que não duraram muito tempo.
Uma coisa me chamou a atenção desde a hora que estacionei o carro: um carrinho de algodão doce. Achei um contrasenso um carrinho de algodão doce numa Unidade de Saúde. Afinal, pra que dar açúcar para as crianças sem a menor necessidade? Deve ser para justificar a campanha contra a obesidade. Muitos gordinhos que se alimentam mal. Felizmente Henrique não viu e eu fiz questão de não mostrar. Não queria dar aquela guloseima prejudicial a ele, bastam as que ele já consome. Mas se ele tivesse visto, seria inevitável.
Depois das duas gotinhas, fomos para uma sala onde tinha um aviso “Nutricionista – 2ª a 6º de Horário X a Y”. Deu vontade de rir e pensei logo: se esta nutricionista souber que estão distribuindo açúcar quente para as crianças, vai ficar indignada. Não é possível que ela concorde. Mas dentro da sala fomos atendidos por um estagiário que pesou e mediu Henrique. Ele está com 16 Kg e mede exatamente 01 metro. Achei sensacional o 01 metro, uma marca. Fomos logo correndo para o cartão de vacina, eu e o estagiário, e ele me mostrou o gráfico Peso x Idade constante do cartão de vacina, que indica se o crescimento e o peso da criança está normal. Nem preciso falar o resultado, que se confirma desde a primeira medição, em 12/02/2007. Tenho um atleta em casa.
Henrique, em 2 anos, 8 meses e 05 dias, cresceu 54,4 cm e aumentou seu peso para 13,63Kg.
Depois dali, fomos comprar algo. Chegando ao shopping, tinha uma equipe de vacinação. No local “uma Zé Gotinha” com a voz muito simpática e vários brinquedos disponíveis para as crianças. Lembrei logo da Unidade de Saúde e das crianças que lá estavam. Como são gritantes as diferenças sociais que a cada instante, em qualquer ocasião, se colocam em nossa frente.
Henrique se esbaldou e adorou “a Zé Gotinha”, que num sol de rachar estava com uma roupa mais quente que o próprio sol. E ela, feliz, atendia a todas as crianças.

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