Hoje tive uma surpresa. Meu amigo Pedro, lá do interior do Ceará, depois de quase dois meses, resolveu mandar notícias. Com ele e família tudo bem, as crianças continuam espertas e bagunceiras, a esposa na luta de sempre, está bem. Bom saber, o prezo muito.
Pedro, apesar das boas notícias pessoais, está irado “com a política” em sua cidade. Me diz que, na última reunião da Câmara Municipal, foi aprovado um projeto de lei criando mais cargos de confiança para serem ocupados por meio de indicações dos nobres edis.
Segundo Pedro, o projeto cria dois cargos de assessores para cada vereador. Em tempo de crise, mesmo que dizem que ela está indo embora, é uma questão muito questionável. Cada assessor custará, no mínimo R$ 9.516,00 por ano. Considerando que serão vinte e dois assessores, será um aumento na despesa do legislativo na ordem de R$ 209.352,00 (duzentos e nove mil, trezentos e cinqüenta e dois reais) por ano.
Pedro até acha que o parlamentar, seja de que esfera for, deve ter assessores, mas ele não concorda que isso se aplique a sua cidade. Primeiro, porque a Câmara Municipal já tem assessoria; segundo, porque a Câmara só reúne duas vezes por mês (lembrei de Coronel Fabriciano, aqui é da mesma forma, apesr de ter mais de 100 mil habitantes); terceiro, porque não basta o cargo ter o nome de assessor, a pessoa a ser nomeada tem que ter perfil para assessorar de fato, seja do ponto de vista político, seja do ponto de vista técnico, um só perfil não dá; quarto, porque na cidade (de Pedro), a Câmara nunca fez um concurso público e é questionada por vereadores e pelo Ministério Público sobre isso. Dizem, segundo Pedro, que o Ministério Púbico vai propor um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta à Presidente da Câmara estabelecendo prazo para realização de concurso público. Pedro está duvidando, pois acredita que os movimentos do Promotor, de tão lentos, esse TAC vai ficar para 2010. Vai sobrar para o próximo presidente.
Segundo Pedro, vereadores que discordam das posições da Presidente da Câmara fizeram representação contra a Presidente exigindo concurso. Uma boa atitude.
O pior, segundo Pedro, é que os mesmos vereadores que exigem concurso e são contra que a Câmara funcione apenas com três servidores estabilizados e quase quarenta pessoas nomeadas para cargos em comissão, votem a favor de um projeto como esse.
Pedro está indignado com os vereadores de seu Partido, o PT. Eles votaram a favor do trem da alegria, fazendo com que a decisão tenha sido unânime.
Viva o umbigo! Viva a conveniência! Se fosse em minha cidade, o projeto até poderia ser aprovado, mas tenho certeza que não seria por unanimidade. Aqui, onde também exigem concurso, não fariam uma bobagem dessa.
Disse uma coisa a Pedro, na tentativa de acalmá-lo: Olha meu amigo, você não está entendendo. O que os vereadores fizeram foi para o bem da coletividade. Primeiro, porque terão mais consciência e certeza na hora de aprovar os projetos de lei, pois passarão a ter assessores para orientá-los. Segundo, os vereadores contribuíram para diminuir o índice de desemprego em sua cidade e no país, pois será emprego para mais vinte e duas pessoas. O voto unânime dos vereadores foi social, pare de reclamar.
Pedro desconectou e saiu do MSN.
Acho que ele não concordou comigo.
Pedro, apesar das boas notícias pessoais, está irado “com a política” em sua cidade. Me diz que, na última reunião da Câmara Municipal, foi aprovado um projeto de lei criando mais cargos de confiança para serem ocupados por meio de indicações dos nobres edis.
Segundo Pedro, o projeto cria dois cargos de assessores para cada vereador. Em tempo de crise, mesmo que dizem que ela está indo embora, é uma questão muito questionável. Cada assessor custará, no mínimo R$ 9.516,00 por ano. Considerando que serão vinte e dois assessores, será um aumento na despesa do legislativo na ordem de R$ 209.352,00 (duzentos e nove mil, trezentos e cinqüenta e dois reais) por ano.
Pedro até acha que o parlamentar, seja de que esfera for, deve ter assessores, mas ele não concorda que isso se aplique a sua cidade. Primeiro, porque a Câmara Municipal já tem assessoria; segundo, porque a Câmara só reúne duas vezes por mês (lembrei de Coronel Fabriciano, aqui é da mesma forma, apesr de ter mais de 100 mil habitantes); terceiro, porque não basta o cargo ter o nome de assessor, a pessoa a ser nomeada tem que ter perfil para assessorar de fato, seja do ponto de vista político, seja do ponto de vista técnico, um só perfil não dá; quarto, porque na cidade (de Pedro), a Câmara nunca fez um concurso público e é questionada por vereadores e pelo Ministério Público sobre isso. Dizem, segundo Pedro, que o Ministério Púbico vai propor um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta à Presidente da Câmara estabelecendo prazo para realização de concurso público. Pedro está duvidando, pois acredita que os movimentos do Promotor, de tão lentos, esse TAC vai ficar para 2010. Vai sobrar para o próximo presidente.
Segundo Pedro, vereadores que discordam das posições da Presidente da Câmara fizeram representação contra a Presidente exigindo concurso. Uma boa atitude.
O pior, segundo Pedro, é que os mesmos vereadores que exigem concurso e são contra que a Câmara funcione apenas com três servidores estabilizados e quase quarenta pessoas nomeadas para cargos em comissão, votem a favor de um projeto como esse.
Pedro está indignado com os vereadores de seu Partido, o PT. Eles votaram a favor do trem da alegria, fazendo com que a decisão tenha sido unânime.
Viva o umbigo! Viva a conveniência! Se fosse em minha cidade, o projeto até poderia ser aprovado, mas tenho certeza que não seria por unanimidade. Aqui, onde também exigem concurso, não fariam uma bobagem dessa.
Disse uma coisa a Pedro, na tentativa de acalmá-lo: Olha meu amigo, você não está entendendo. O que os vereadores fizeram foi para o bem da coletividade. Primeiro, porque terão mais consciência e certeza na hora de aprovar os projetos de lei, pois passarão a ter assessores para orientá-los. Segundo, os vereadores contribuíram para diminuir o índice de desemprego em sua cidade e no país, pois será emprego para mais vinte e duas pessoas. O voto unânime dos vereadores foi social, pare de reclamar.
Pedro desconectou e saiu do MSN.
Acho que ele não concordou comigo.
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