terça-feira, 30 de março de 2010

NÓS E A INTERNET

O texto abaixo foi encontrahdo no site Papo de Homem. Achei interessante e o trouxe para cá. Como o própio texto diz, não adianta ler o texto sem ver o vídeo até o final. O autor é Gustavo Gitti. Quem é Gistavo Gitti? Não faço a mínima idéia, poi não procurei no google e nem vou procurar. A única referência é que ele escreve no site Papo de Homem. O texto ajuda a pensar. Boa leitura.


O VÍDEO MAIS INCRÍVEL DO MUNDO

Sério, você nunca viu nada igual. Eu, Gustavo Gitti, depois de ter visto muita coisa na vida, garanto que o vídeo abaixo é absolutamente genial, absurdo, impressionante. Basta ver até o fim. Ah, e mais adiante no post tem um puta prêmio que você pode ganhar sem esforço algum.


Sobre vídeos e vidas Vivemos em uma cultura de entretenimento. Se analisarmos o discurso dos programas de TV (“Voltamos já… A seguir, não perca…”) ou nos perguntarmos a quem se dirige os milhares de vídeos engraçados pulverizados em blogs ou no Twitter, visualizaremos um cara com obesidade mórbida com um mouse na mão direita e um controle remoto na esquerda. É como se o mundo nos dissesse: “Fique aí que você terá distração pro resto da vida!”.

Se tal imagem nos parece exagerada, melhor não constatar que muitas vezes nós agimos como se fôssemos esse cara! Alguns perdem minutos, outros horas, outros dias imersos nesse estado de catatonia (quase mortos ou muito agitados), seguindo links e mais links web afora. Mundos e mundos à disposição de nossa ansiedade. Que tipo de mente cultivamos enquanto estamos online?


“Se não gosta de chá, você pode tomar café. Se não gosta de café, pode mudar para Coca-Cola. Se não gosta de Coca-Cola, pode beber whisky ou vodka. Você se envolve em constante atividade. Às vezes você nem sabe o que está fazendo; você apenas tem a ideia de que precisa estar ocupado com algo.” –Chogyam Trungpa

MOMENTOS SENACIONAIS

Durante o vídeo acima, você conseguiu esperar os 3 minutos ou logo avançou até o fim para ver o grande momento sensacional? Pois saiba que esse vídeo é a sua vida inteira. Uma grande preparação para… nada. Imagens essencialmente idênticas, uma após a outra, com uma trilha repetitiva ao fundo. Nunca vai acontecer nada maravilhoso, inesquecível, perfeito, nada muito diferente do que os momentos atuais. Se você não consegue ver beleza nisto, se não conseguiu se deliciar durante o vídeo, então nunca conseguirá.

Essa mente nunca satisfeita, que não para, esse corpo que nunca se delicia completamente, é justamente com eles que procuramos eventos sensacionais, estímulos, distrações, coisas luminosas acontecendo na web, nesse fim de semana, no próximo, no próximo… Se algo se aproxima do tédio, logo abandonamos, seja uma relação, um trabalho ou um texto como esse.

De fato, enquanto escrevo, sei que os donos do PapodeHomem se preocupam com o que é chamado de “bounce rate” e tempo de leitura. É por isso que coloco imagens, escrevo parágrafos curtos e negrito alguns trechos. Num mundo de coisas atrativas, em vez de produzir mais uma coisa chamativa, minha vontade é indicar um texto do David Loy. Longo, sem imagens, difícil, sem mimos pra facilitar, mas verdadeiramente sensacional. Vale cada minuto perdido: “The Nonduality of Life and Death”.

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